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Franquia de Fast Food: 5 Dicas Antes de Investir

Vamos avaliar os cinco principais pontos que podem ser decisivos no momento da análise de uma franquia de fastfood.

 

1. Estude o Diferencial da Marca

Muitas franquias apostam nesse setor, mas poucas possuem, de fato, algum diferencial que possa garantir evidência à marca no setor. Compare, por exemplo, as gigantes do fast-food com aquelas que acabaram de surgir. Há muito mais do que simplesmente fazer comida.

Caso a Franqueadora ofereça, por exemplo, comida saudável, verifique com qual frequência a marca inova o cardápio, bem como quais meios são utilizados para divulgar essa inovação.

 

2. Avalie a Convenção Coletiva da Categoria

Avaliar a Convenção Coletiva da Categoria é importante para que o Franqueado tenha ideia do impacto do passivo trabalhista no negócio.

No Município de São Paulo, há, nesse setor, uma briga constante entre dois sindicatos: o SINDFAST e o SINTHORESP. O primeiro resguarda piores direitos aos trabalhadores, motivo pelo qual o passivo trabalhista do Franqueado (Empregador) é menor. Há, inclusive, um quadro comparativo que pode ser acessado clicando aqui.

Pela legislação, apenas um poderá representar a categoria (Princípio da Unicidade Sindical).

Recentemente, o Tribunal Superior do Trabalho reconheceu que o SINDIFAST é legítimo na representação dos empregados que trabalham no setor de Fast-food.

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA EM FACE DE DECISÃO PUBLICADA ANTES DA VIGÊNCIA DA LEI Nº 13.015/2014. REPRESENTAÇÃO SINDICAL. SINTHORESP E SINDFAST. PRINCÍPIO DA ESPECIFICIDADE. ARTIGO 571 DA CLT. PRECEDENTES DO TST E DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. O desmembramento das atividades similares e conexas em sindicatos dotados de maior especificidade é admitido pelo artigo 571 do Texto Consolidado. Isso porque tal dispositivo, combinado com o “princípio da unicidade sindical na mesma base territorial”, autoriza inferir que igualmente é possível a formação de sindicato menos abrangente numa base municipal, em relação a sindicato mais abrangente em nível estadual. Diante da especificidade, conclui-se que o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Refeições Rápidas de São Paulo (SINDFAST) possui legitimidade para representar os empregados das empresas que atuam no ramo de fast food . Precedentes do TST e do Supremo Tribunal Federal. Agravo de instrumento a que se nega provimento. grifos nossos (TST – AIRR: 3964720105020033, Relator: Cláudio Mascarenhas Brandão, Data de Julgamento: 21/10/2015,  7ª Turma, Data de Publicação: DEJT 29/10/2015)

Portanto, o Franqueado precisa apenas ter certeza de que seu negócio é um fast-food, evitando, com isso, o pagamento de contribuições sindicais incorretas que, inclusive, podem gerar futura ação de cobrança pelo sindicato.

A diferença entre um fast-food e um restaurante comum é o intervalo de tempo em que a comida é servida.

 

3. Avalie o Software de Gestão e seu Valor de Manutenção

O software de gestão é muito importante nesse setor e, acima de tudo, deve ser completo. Evite a franquia que, embora entregue o software de gestão, imponha contratação de novo software para cuidar da parte fiscal (emissão de nota, etc).

Isso é bastante comum, pois, no Brasil, as obrigações tributárias acessórias (e.g. guia de recolhimento a ser utilizada, formulários que devem ser preenchidos, etc) mudam com muita velocidade, encarecendo bastante a manutenção do software de gestão que deve acompanhar todas essas mudanças, sob pena de multa.

 

4. Avalie como será o suporte e o treinamento dos funcionários

A orientação e o treinamento de funcionários tem previsão específica na COF (Circular de Oferta de Franquia), conforme art. 3ª, inciso XII, alínea “b”, “c” e “d”. Significa dizer que o Franqueador deve descrever, por meio desse instrumento, como será realizado o treinamento, quantos serão, com qual frequência, etc

Com esse procedimento simples, evita-se eventual frustração quanto à ausência de suporte.

 

5. Avalie a Cláusula de Territorialidade

Em uma Franquia de Fast-food, é importante resguardar ao franqueado um espaço de exclusividade. Isso se faz por meio da cláusula de territorialidade que delimita o espaço de exclusividade, ora por raio, ora por região (por exemplo, por Bairro ou por Cidade).

 

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